Na próxima quarta-feira, dia 13 de novembro, às 10h, o governador Omar Aziz reinaugurará em Manaus a escola estadual Humberto de Campos e na mesma oportunidade lançará um programa inédito de pós-graduação que beneficiará seis mil professores da rede pública estadual.
Pensando na qualificação dos educadores da rede pública estadual, o programa inédito de pós-graduação será direcionado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os cursos de Especialização em Metodologia do Ensino para a Educação Básica terá como foco oferecer formação continuada, em nível Lato Sensu, a professores da rede pública estadual portadores de diploma de graduação em Licenciatura Plena, que atuam nas Escolas Estaduais de Manaus, Tabatinga, Tefé e Parintins.
O edital de seleção que será lançado pelo governador Omar Aziz, indicará que os cursos terão duração de
20 meses e oportunizará formação a seis mil professores.
As inscrições deverão ser realizadas entre os dias 18 de novembro e 1º de dezembro nos site da UEA –
www.uea.edu.br. Para se inscrever os candidatos deverão ser professores efetivos da rede estadual de ensino, graduados em Licenciatura na área do curso pretendido, não estarem em processo de aposentadoria, além de cumprir pelo menos três anos de efetivo exercício na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em sala de aula, na disciplina em que receber a formação, contados a partir da inscrição no processo seletivo. Os cursos estão previstos para iniciar no dia 21 de dezembro de 2013.
Reinauguração Escolar
Na próxima quarta-feira, dia 13 de novembro, o governador Omar Aziz reinaugurará em Manaus a escola estadual Humberto de Campos. Após sua reforma e ampliação, a escola, localizada no bairro da Alvorada, foi equipada de novos espaços para atender de sua comunidade estudantil.
A escola atende a 252 alunos, oferecendo atendimento educacional na modalidade de ensino fundamental (do 1º ao 5º ano). Durante a reforma, os estudantes estavam estudando em um prédio alugado pela Seduc, no bairro Dom Pedro II, próximo à escola estadual Petrônio Portela. A Seduc também disponibilizou o transporte escolar para esses estudantes durante o período da reforma.
As obras de reforma da unidade de ensino tiveram como principal foco a ampliação e a construção de novos ambientes educacionais para assegurar aos estudantes maior qualidade no atendimento.
Com os trabalhos de engenharia, a escola Humberto de Campos recebeu novas instalações e passa agora a contar com climatização em todos os seus ambientes, como as dez salas de aula, laboratórios de informática e de ciências, biblioteca, refeitório, adaptações para portadores de necessidades especiais e ambientes administrativos - secretaria, sala para professores, sala para gestor, etc. A escola também contará com circuito de câmeras objetivando uma maior segurança à comunidade estudantil e docente.
Com a reforma e ampliação a escola ganhou uma quadra poliesportiva coberta que auxiliará as atividades de educação física e a realização de eventos escolares. A quadra conta com equipamentos esportivos (traves, redes, tabelas de basquete, hastes para a promoção de atividades de voleibol, banheiros, arquibancadas e banheiros).
Segundo a gestora da escola, professora Vera Lúcia Freitas do Nascimento, a ampliação da escola é de grande importância para a comunidade. “A reforma tem extrema importância. Leciono aqui e a considero como minha segunda casa. A reinauguração será muito bem recebida pela comunidade. Tenho certeza que todos estarão aqui para ver essa conquista”, afirma a gestora.
Segundo a Seduc, no período de reforma a escola não teve suas aulas interrompidas. As atividades foram transferidas para um prédio adaptado localizado no conjunto Dom Pedro.
A escola
A Escola Estadual Humberto de Campos, fundada em 26 de outubro de 1969, tem como missão prestar serviço público de qualidade, gratuito, independente da crença religiosa, classe étnico-racial e limitações físicas, para formar seres construtores de uma sociedade mais estruturada, participativa e justa.
Três vezes vencedora do Prêmio Escola de Valor (2007-2011-2012), a escola desenvolve projetos vinculados à comunidade, como o “Resgatando e construindo a cidadania”, cujo objetivo é trabalhar a educação, ética e moral, visando desenvolver novas posturas e princípios em seus alunos. No ano de 2008, a escola apresentou 4,7 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Este ano, o índice subiu para 5,6.
O patrono
De origem humilde, era filho de Joaquim Gomes de Farias Veras e Ana de Campos Veras. Nasceu no então Município maranhense de Miritiba - hoje batizado com o seu nome. Com a morte do pai, aos seis anos, mudou-se para São Luís, onde começou a trabalhar no comércio local para auxiliar na subsistência da família. Aos dezessete, muda-se para o Pará, onde começa a exercer atividade jornalística na Folha do Norte e n'A Província do Pará.
Em 1910, aos 24 anos, publicou seu primeiro livro de versos, intitulado "Poeira", que lhe deu razoável reconhecimento. Dois anos depois, muda-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu sua carreira jornalística e passou a ganhar destaque no meio literário da Capital Federal, angariando a amizade de escritores como Coelho Neto, Emílio de Menezes e Olavo Bilac. Tornou-se cada vez mais conhecido em âmbito nacional por suas crônicas, publicadas em diversos jornais do Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais brasileiras, inclusive sob o pseudônimo "Conselheiro XX".
Em 1919 ingressou na Academia Brasileira de Letras, sucedendo Emílio de Menezes na cadeira n.º 20. Um ano depois ingressou na política, elegendo-se deputado federal pelo seu Estado natal, tendo seus mandatos sucessivamente renovados até a eclosão da Revolução de 1930, quando é cassado. Após passar por um período de dificuldades financeiras, é nomeado, graças à admiração que lhe votavam figuras de destaque do Governo Provisório, Inspetor de Ensino no Rio de Janeiro e, posteriormente, diretor da Casa de Ruy Barbosa.
Em 1933, com a saúde já debilitada, Humberto de Campos publicou suas Memórias (1886-1900), na qual descreve suas lembranças dos tempos da infância e juventude. A obra obteve imediato sucesso de público e de crítica, sendo objeto de sucessivas edições nas décadas seguintes. Uma segunda parte da obra estava sendo escrita por Humberto de Campos quando de seu falecimento, vindo à lume postumamente sob o título de Memórias Inacabadas.
Após vários anos de enfermidade, que lhe provocou a perda quase total da visão e graves problemas no sistema urinário, Humberto de Campos faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1934, aos 48 anos, em virtude de uma síncope ocorrida durante uma cirurgia.
As constantes preocupações de ordem financeira, as quais o obrigavam a redigir diariamente crônicas, contos e artigos de crítica literária a fim de garantir sua subsistência, bem como os prolongados problemas de saúde que resultaram em uma morte prematura, impediram Humberto de Campos de se debruçar sobre projetos literários de maior envergadura, razão pela qual parcela substancial de sua bibliografia é constituída de coletâneas de seus escritos, os quais constituem útil instrumento para a análise da vida cotidiana e literária dos anos 1910, 1920 e 1930 no Brasil.
Informação da assessoria

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