segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Quatro anos de construção e bilhões de reais trouxeram outra visão para o outro lado da Ponte

AMAZONAS - Dois anos depois de sua inauguração, a suntuosidade dos 3.595 metros de comprimento da ponte Rio Negro, além de caracterizar um novo monumento da arquitetura amazônica, encobre situações resultantes da integração da Região Metropolitana de Manaus (RMM).
 
Quatro anos de construção e bilhões de reais trouxeram desenvolvimento gradual na outra margem do rio e, na esteira, impactos principalmente ambientais na natureza amazônica.

Logo ao atravessar para o lado da região de Iranduba, nos deparamos com várias áreas prontas para receber grandiosos empreendimentos imobiliários – uma visão em diferente da anterior, quando a travessia era feita somente
por meio de balsas.

Vários loteamentos e conjuntos habitacionais estão sendo construídos e oferecidos, exercendo forte pressão sobre os recursos naturais, como a retirada da vegetação, exploração madeireira e ocupação irregular das margens dos cursos d'água.

De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), com a ponte Rio Negro, o eixo rodoviário composto pelas rodovias AM-070 e AM-352 (Manacaparu-Novo Airão), passa a ser uma das frentes de prioridade no controle ambiental do órgão. "Empreendedores também querem se instalar nestas áreas. O controle ambiental sobre eles e os usuários é inadiável", afirma o presidente do Ipaam,Antonio Ademir Stroski.

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