domingo, 31 de julho de 2011

Partido Verde amazonense política decadente


Por José Garcia

 “Porque os homens são em geral ingratos, volúveis, dissimulados, covardes e ambiciosos de dinheiro, e, simuladores; enquanto lhes fizerem benefícios, estão todos contigo (...). Quando, porém, a necessidade se aproxima, voltam-se para a outra parte”. (Il Príncipe, Maquiavel)

A política não é surpreendente? Ela é o que é por que as pessoas que dela participam são o que são. Não sei quem disse essa frase e nem exatamente o que ela quer dizer. De qualquer forma, em qualquer lugar, a atividade política é diferenciada embora não deixe de ser o que é: política. Pelo Brasil a fora, há sempre um partido hegemônico durante determinado tempo e os militantes são manipulados por um capo local.

De posse das rédeas do poder ele utiliza-se disso para "orientar" o partido acenando com cargos com os quais "brinda" os que o cercam e bajulam pela frente e, dele falam mal pelas costas. Mas, isso é do jogo político, das relações sociais. No final, todo o poder é solidão de sinceridade e amizade verdadeira. E, as alianças que se "costuram" são meros arremedos de projetos coletivos. A verdade é que não passam de interesses individuais.

As reuniões partidárias, convenções, são simples jogos de cena. Os filiados militantes ou integrantes do diretório municipal fazem papel de claque de auditório, não emitem opiniões. Debate político não existe, mas não deixam de aplaudir as decisões tomadas pela direção mesmo que não entendam muito bem o que esta havendo ou sendo discutido. Muitos fazem isso por pura alienação; outros, para manter-se ou por aspirar a algum cargo. Tem também os que não querem se indispor com o "poder", simplesmente. Há também os que esboçavam reação e se esforçavam para propor algum debate, mas são tão minoritários e coadjuvantes na encenação, sequer são notados. Na verdade, não se sentem nem mesmo integrantes do grupo de "atores".
 
Vivem mais o papel de platéia na farsa que é permanentemente encenada no teatro político local. Sempre há aqueles que, por princípios vários ou por nenhum principio, sentem-se bem na platéia com as migalhas que o "dono" do circo possa lhes alcançar. Estão ali por que acreditam num propósito maior do que apenas a comédia apresentada. Querem ver atores, trapezistas, malabaristas, domadores, enfim, artistas comprometidos, com objetivo e propósito de um verdadeiro espetáculo. Um espetáculo voltado para não apenas atrair a platéia, mas para fazer dela também uma protagonista ou, no mínimo, uma coadjuvante valorizada, uma participante e isso se é sincera intenção de que a comunidade participe e não seja mera expectadora.

A população pode viver por um tempo como mera expectadora como pensam dos donos do circo que acham que ela é permanentemente manipulável. Chega, porém, um momento que ela mostra ao "donos" do circo que na democracia não existem só expectadores, todos são protagonistas.O voto é o instrumento de educação para aqueles que entendem a democracia como manipulação da consciência da maioria.

Mas afinal, em política há sempre muito mais interesses escusos que claros. Ou, interesses que são claramente escusos. Há ainda, pessoas que acreditam num resto de dignidade que a política partidária possui e que elas próprias possuem. A única preocupação é preservarem este "resto", pois é o que de mais caro têm, tanto a política quanto elas próprias. Então, definitivamente, retiram-se tanto do palco onde acreditavam estar, como da platéia onde finalmente perceberam estar e, por fim, do próprio circo no qual se tornou o partido. De qualquer forma, para o dono do circo, é um alívio que se retirem de cena ou da platéia, atores ou espectadores críticos.




sábado, 30 de julho de 2011

Vereador roubado no cartório Moreira


O vereador Jander Carvalho (PP), do município de Nhamundá, estava em Manaus tratando de assuntos particulares.  Comprou um tablet Samsung por R$ 1.330,00. Empolgado, se dirigiu ao cartório Moreira, na Avenida Castelo Branco, cachoeirinha, zona sul. O horário inconveniente (entre 12:30 – 13:00 hora), mas o nobre parlamentar precisava de uma procuração.

Bateu na porta, um atendente mal humorado abriu a porta.

Jander Carvalho, explicou ao funcionário o que queria.

Argumento, aceito. Entrou na recepção, com valise 007 e o tablet. O cara pediu para Carvalho, entrar e fazer à narrativa, Jander deixou suas tralhas em cima do balcão (não tinha ninguém e a porta estava fechada). 

No retorno: Carvalho quase tem ataque cardíaco! O Tablet tinha sumido.  

O funcionário tirou o cartório da reta. “Aqui não tem ladrão”.

Vamos ver o circuito fechado? Indagou o angustiado vereador.

Venha amanhã, o servidor responsável está para o almoço. O vereador pressentiu que a casa.

Noite longa, pela manhã foi ao cartório, o cara pau do servidor. “Não guardamos imagem por mais de 24 horas”. Mas, mas, mas gaguejou. Vou ser roubado na cara dura?

O servidor com altivez. “Aqui não tem ladrão”. Jander respirou fundo, avaliou. Então ta.     

Força tarefa pede melhorias nos trabalhos de ambulantes dos terminais


Ambulantes dos terminais de ônibus, representantes da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e Eletrobrás-Amazonas Energia, estiveram reunidos  no auditório da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para discutir melhorias no trabalho. Os comerciantes querem padronizar o sistema de distribuição de energia elétrica nos terminais, que hoje é inexistente, onerando os custos com compra de gelos diariamente. A reunião foi organizada pelo vereador Waldemir José (PT), que também é presidente da Comissão de Legislação Participativa da Casa.

Segundo o presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes, Raimundo Sena, a categoria formulou um projeto visando à melhoria do sistema, com o apoio da Amazonas Energia, porém, o plano foi embargado pela SMTU. “Acredito que a melhor solução será a discussão em grupo e não a retirada dos ambulantes dos terminais. Também entendo que alguns dão péssimo exemplo ao sujar a área de trabalho. Esse projeto trará diretrizes e um choque de gestão para organizar nossa atividade”.