O Jornal Nacional, da TV Globo, exibiu uma reportagem mostrando o que já não é novidade em Manaus, os apagões. Todos os dias algum bairro de Manaus fica sem luz, provocando transtornos e prejuízos para os moradores de uma das cidades-sede da Copa do Mundo.
A concessionária de energia do Amazonas diz que os picos de luz são causados em parte pela manutenção e extensão da rede. Mas que o principal problema são as ligações clandestinas.
De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica no Amazonas é onde mais ocorre desvio de energia. Uma média de 39% de toda a carga destinada ao estado. Além de sobrecarregar a rede, os "gatos" causam um prejuízo de R$ 100 milhões em impostos que deixam de ser arrecadados por ano.
Os fios são ligados direto na rede de média tensão. E formam emaranhados perigosos, principalmente, na periferia. O que também prejudica o bolso do consumidor. E 40% das reclamações que chegam à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa do estado são por causa das falhas no fornecimento.
"Nós ingressamos com uma ação judicial em parceria com a Defensoria Pública, com o Ministério Público e nós estamos requerendo da Amazonas energia um valor de ressarcimento de R$ 20 milhões. É a forma que nós vimos de forçar a Amazonas Energia a prestar um bom serviço", declarou Michele Braga, coordenadora da Comissão de Defesa do Consumidor. A instabilidade da energia preocupa também quem prepara a cidade para a Copa do Mundo.
A Eletrobras Amazonas garante que irá investir R$ 300 milhões para evitar as perdas com os gatos e garantir energia suficiente na Copa do Mundo. Mas reconhece que o problema de desvio de energia é crônico.
“É um trabalho na terceira fase, investiu na geração, na transmissão e agora a última fase. Mas última fase a empresa sozinha não faz, tem que todos quererem resolver o problema que é crônico em Manaus”, afirma Tarcísio Rosa, diretor Eletrobras Amazonas Energia.
A prefeitura de Manaus informou que vem tentando regularizar a posse de terra de áreas invadidas para impedir os desvios de luz. E o governo do estado não se pronunciou sobre o assunto.

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