quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Humaitá: Índios postam vídeo alegando inocência



O mundo inteiro acompanha o desenrolar de um conflito racial desnecessário e provocado por quem deveria mediar e solucionar o impasse causado há pelo menos 21 dias atrás quando misteriosamente desapareceram três pessoas populares conhecidas em suas cidades de origem, são eles, o professor da rede pública municipal de Apuí, Stef Pinheiro de Souza, o representante comercial da empresa Atacadão de Manaus, Luciano Ferreira Freire e o gerente da agencia de energia da empresa Eletrobrás/Amazonas no distrito de MATUPÍ, Aldeney Salvador. 

As buscas pelos três desaparecidos na reserva Tenharim continuam sendo realizadas pela policia federal, porém até o momento, as informações permanecem em sigilo e pouca coisa foi acrescentado desde o início da operação na região. O delegado federal encarregado de realizar as investigações, Alexrandre Alves disse a nossa redação que, foram encontradas algumas peças de um veículo semelhante ao utilizado pelos desaparecidos nas proximidades da “Aldeia Taboca” mais que não poderia afirmar que as peças eram do carro desaparecido. O delegado disse ainda que, as peças continham números seriais que foram colhidos e enviados para a montadora Volkswagen para que a empresa pudesse enviar a pericia policial a “carta lauda” com as características de que veículo seria as peças encontradas. Alexandre Alves desmentiu as informações de que teria encontrado um veículo queimado ou carbonizado. Perguntado se o investigador já teria encontrado os corpos dos desaparecidos ele negou todos os boatos existentes a respeito do caso. 

Os cacíques Tenharim continuam negando a autoria do crime e alegam estarem sendo acusados injustamente sobre o fato. “Estamos sendo tratados como bandidos, mas somos seres humanos, temos raciocínio”, afirma o cacique Domiceno Tenharim, da aldeia Taboca, principal foco da investigação da polícia. Os indígenas acompanham as informações sobre as investigações pela internet, e postaram um vídeo afirmando estarem sendo acusados injustamente. 

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