terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mensalão: PT-SP classifica decretação de prisão de Cunha como 'injusta'

O presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza, criticou nesta segunda-feira a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que determinou hoje a prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no julgamento do mensalão. Em nota, o petista classificou a sentença como “injusta” e “ato final de um processo viciado e de um julgamento espectaculoso e midiático que ignorou princípios basilares do Direito”.

“Com a mesma indignação que recebemos a notícia da prisão injusta de três de nossos companheiros em 15 de novembro, recebemos hoje a notícia da igualmente injusta decretação da prisão do deputado João Paulo Cunha”, diz a nota.
Ainda no comunicado, o presidente estadual do PT afirmou que o partido “continuará a denunciar o caráter político do julgamento da Ação Penal 470 e a execução das penas em desacordo com os termos da condenação”. “Estamos certos de que nenhum dos companheiros presos se apropriou de recursos públicos nem se enriqueceu ilicitamente e que a inocência de todos eles será um dia reconhecida, ainda que tardiamente.”
Cunha deve se entregar por volta das 12h desta terça-feira, em Brasília, segundo sua assessoria. Questionado sobre se João Paulo Cunha vai renunciar ao mandato de deputado federal, o advogado do petista, Alberto Zacharias Toron, disse que ainda não conversou com seu cliente sobre o assunto. Cunha é o único dos condenados do mensalão que permanece com mandato parlamentar, já que os outros - José Genoino, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto - renunciaram após serem presos.

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