A cesta básica de Manaus é a quarta mais cara do País, ficando atrás de Estados como São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mês de fevereiro a cesta básica custou R$ 314, 18, um aumento de 4,13% em comparação a janeiro de 2013.
No mês anterior o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 301,73. Em fevereiro de 2012 a cesta básica custou R$252,93. A pesquisa do Dieese é realizada em 18 capitais.
Oito produtos apresentaram alta nos preços, quatro apresentaram redução, influenciando o custo total da mesma que ficou 4,13% mais cara no mês. A farinha (16,31%) foi o produto que apresentou maior alta no mês seguido do feijão (8,91%), do tomate (8,76%), da banana (3,01%), da manteiga (2,32%), do pão (2,07%), do arroz (1,23%) e da carne (0,12%). O açúcar (-3,43%) foi o produto que apresentou a maior redução no mês seguido do óleo (-2,36%), do leite (-1,07%) e do café (-0,23%).
A farinha registrou a mesma tendência dos meses anteriores acumulando alta de 72,97% nos últimos 12 meses na capital amazonense; e só nos dois primeiros meses do ano a alta chega a 42,59%. Novamente neste mês todas as capitais das Regiões Norte e Nordeste onde a pesquisa é realizada apresentaram altas nos preços da farinha de mandioca.
O feijão sofreu tendência contraria do mês anterior apresentando alta no preço de (8,91%), nos últimos 12 meses apresenta uma alta de (26,23%). Dezesseis das 18 capitais pesquisadas apresentaram este comportamento no mês. A alta verificada no feijão ainda reflete a oferta bastante ajustada do produto no mercado nacional e uma demanda sustentada.
De acordo com a CONAB o mercado está na expectativa da 2° safra, cujo cultivo deverá ser concluído em março. O tomate acumula no ano uma alta de (18,77%). O produto subiu em 16 capitais pesquisadas. Apesar da entrada da safra de verão, com a colheita programada até abril, os preços seguem pressionados no atacado devido à redução de área e produção.
A banana, na análise anual, sofreu um aumento de (25,24%). Segundo o CEPEA/ESALQ/USP a seca nas regiões produtoras de banana pesou para a baixa oferta do produto tornando-o mais caro.

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