MANAUS - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), se encontrará com a presidente Dilma Rousseff (PT) nesta sexta-feira (10) para conversar a respeito de parcerias entre o Governo Federal e o Executivo municipal junto com ministros e secretários municipais da capital amazonense. Porém, a expectativa está no diálogo política, uma vez que o gestor já cogitou a possibilidade de deixar o PSDB.
A saída de Virgílio da legenda tucana começou a ser ventilada por conta da falta de apoio de lideranças do PSDB em relação ao projeto que trata da manutenção da atual alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 12% para a Zona Franca de Manaus. . No mês de março, ao jornal A Crítica, o prefeito demonstrou o a sua insatisfação: “Apenas estou esperando, nesse episódio do ICMS, coerência e sobriedade do meu partido. Se votarem contra a diferenciação do ICMS, não vou nem discutir, vou mandar minha desfiliação e está acabada a conversa”, disse.
O governo pretende unificar em 4% o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de maneira gradual até 2015 com o objetivo de aumentar a competitividade dos produtos nacionais com os importados. Atualmente, os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste mais o Espírito Santo cobram 12% e os do Sul, além dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, cobram 7%. A unificação, então, prejudicará os estados das regiões menos desenvolvidas, porém, segundo o projeto, a Zona Franca de Manaus (ZFM) continuará com a alíquota de 12%, uma maneira de dar prosseguimentos aos incentivos no polo industrial.
Na ocasião, quando revelou a possibilidade de deixar o PSDB, Virgílio atacou o seu correligionário e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin: “Não dou mais confiança de falar com o Alckmin. (...) Ele que faça o que quiser fazer da vida dele”, declarou. De todo modo, o encontro com Dilma não significa que o prefeito de Manaus pretende deixar a oposição e migrar para a base aliada, mas uma decisão será tomada em breve. Isso porque o projeto que trata da reforma do ICSM foi aprovado nesta terça-feira (7) pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e ainda terá que ser votado no Plenário da Casa.

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