A publicação, considerada por todos como “mentirosa”, provocou revolta entre os vereadores. Hiram Nicolau foi à tribuna no início do Expediente e, de posse dos comprovantes das passagens para Miami, nos Estados Unidos (EUA), entre os dias 30 de abril e 5 de maio, disse que vai tomar as providências e processar o jornal que publicou a notícia.
A desinformação publicada e criticada com veemência pelos parlamentares era a de que, no sábado, Hiram e Reizo tinham sido abordados em uma blitz na Avenida do Turismo e flagrados com droga e bebida dentro do carro.
Ao abrir os trabalhos da Casa Legislativa, Bosco Saraiva solidarizou-se com os dois vereadores e classificou a publicação como um ato de “molecagem” e “criminoso”. Ele afirmou que Reizo e Hiram são vereadores de conduta correta, assíduos, íntegros e que honram suas famílias. “Nada há que os desabone”, disse ele, assegurando que a CMM iria tomar uma posição em defesa dos membros do Parlamento, como o caso requer.
Hiram Nicolau disse que o assunto, além de ser grave, o machucou muito. “Me deixou com medo pelo nível da maldade das pessoas mal intencionadas, que querem prejudicar um ser humano”, comentou.
Ele afirmou que foi surpreendido com a notícia quando familiares e amigos o ligaram. “Na madrugada de quarta-feira não estava mais em Manaus”, disse, mostrando os bilhetes dos voos de ida e volta aos Estados Unidos e assegurando que não poderia estar em dois locais ao mesmo tempo.
O vereador assegurou ainda, que sua avó, de 80 anos, passou mal com a notícia. “Tenho mãe, pai e irmãos e isso é coisa que não se faz. Não é coisa de homem. Não aceito esse tipo de palhaçada, que coloque a minha vida no lixo apenas para vender meia dúzia de jornais”, desabafou.
Segundo ele, os comprovantes de embarque serão anexados ao processo que moverá contra a publicação. Hiram deu um prazo de até 17h para o proprietário do jornal O Maskate, Miguel Mourão, se justificar ou mostrar, oficialmente, “quem encomendou a matéria falsa”. Caso não apresente, será processado pelo parlamentar. “Quero acreditar que não foi ele. Acredito que foi matéria encomendada”, disse, reafirmando que não vai deixar passar em branco a “palhaçada de alguém querendo fazer briguinha por política”.
Hiram agradeceu ainda o apoio dos vereadores, dos amigos que fizeram questão de se manifestar e de pessoas que não conhece, mas que o defenderam nas redes sociais. “Não vou ficar calado. Sou um vereador de apenas 25 anos, de primeiro mandato, estou ciente da inexperiência, mas não estão olhando para um moleque. Sei o que é certo e errado”, disse ele, acrescentando que lhe doeu muito ter que encarar um sobrinho de nove anos, perguntando “o por quê de estarem fazendo isso com ele”.

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